A escravidão moderna em mapa interativo

Como abordar a escravidão moderna em sala de aula? Veja o mapa produzido pelo projeto Global Slavery Index:

Fonte: https://www.globalslaveryindex.org/

Publicado em 21/11/2018

O Global Slavery Index (GSI) procura estimar o número de pessoas que vivem na escravidão moderna em 167 países. De acordo com o site, no ano de 2016 aproximadamente 40.3 milhões de pessoas no mundo se encontravam em situação de escravidão moderna, dentre esse total, 71% eram mulheres e 29% eram homens.

O Global Slavery Index estima que em 2016, havia aproximadamente 369.000 pessoas em condições de escravidão moderna no Brasil, uma prevalência de 1.8 vítimas de escravidão moderna para cada mil pessoas no país.

O trabalho forçado no Brasil está concentrado em áreas rurais onde indústrias extrativistas ou de trabalho intensivo, como a pecuária, a produção de café, a silvicultura e a produção de carvão, criam uma demanda por mão-de-obra barata. A importância dessas indústrias para a economia brasileira levou à expansão de vastas fazendas, plantações e operações madeireiras, criando ao mesmo tempo a necessidade de uma grande força de trabalho. (Entenda mais sobre o trabalho análogo a escravidão)

No site é possível gerar três mapas: o primeiro em relação aos países em que tem predomínio de casos; no segundo os países que têm alta vulnerabilidade social relacionada à escravidão; e no terceiro grau em que os governos ajudam a combater esse problema social.

Nesses mapas, ao clicar nos países você consegue ver as seguintes informações: a população total; o lugar em que o país se encontra no ranking de número de casos de trabalhos análogos à escravidão; o grau de responsabilidade do governo em relação aos casos; a estimativa em número de pessoas sujeitas à escravidão moderna; a proporção estimada entre a relação total de habitantes com o número de pessoas que se encontram na situação de escravidão; e a vulnerabilidade de indivíduos a esse tipo de trabalho.