Cinema ambiental: Koyaanisqatsi

Publicado em 06/06/2018

 Koyaanisqatsi: Life out of balance (1983) é um filme dirigido por Godfrey Reggio, um diretor de cinema norte-americano especializado em documentários experimentais e pioneiro no emergente gênero do “cinema ambiental”. Este é o primeiro filme da trilogia Qatsi, seguido por Powaqqatsi (1988) e Naqoyqatsi (2002). A trilogia retrata diferentes aspectos da relação entre sociedade, natureza e tecnologia.

A palavra “koyaanisqatsi” tem origem na língua dos indígenas norte-americanos e contém cinco significados: “vida louca”, “vida em turbulência”, “vida em desintegração”, “vida fora da balança”, “um estado de vida que exige outro modo de vida”.

O filme não contém nenhum diálogo ou narração. A trilha sonora do filme tem importância decisiva, pois a sucessão de imagens e sua intensidade são ditadas pela música. Ela foi composta em uma forma musical minimalista, um poema sinfônico, de Philip Glass, que acompanha os ritmos das cenas que apresentam o impacto da civilização humana no mundo natural (Clique aqui para escutar a trilha sonora).

A narrativa visual do filme é composta por paisagens urbanas e naturais, ora em slow-motion ora em high-motion, acompanhando sincronicamente a energia da trilha sonora, simulando nossa vida cotidiana no funcionamento diário das grandes metrópoles, contrastando suas atividades produtivas e de lazer, seguindo uma estrutura temporal baseada na passagem do dia para a noite.

A obra cinematográfica é uma crítica da modernidade e do modo de vida moderno-urbano, de um modelo de sociedade com alta tecnologia, porém com baixa qualidade de vida, que causa desarmonia com a natureza. Os principais tópicos de Koyaanisqatsi são o contraste e a interação entre o natural e o ambiente construído, as formas contemporâneas de desenvolvimento socioeconômico e a experiência cotidiana das áreas urbanas. O filme leva seus espectadores a refletirem sobre os impactos tecnológicos no espaço geográfico e na vida cotidiana.

            A indicação do filme é para alunos do ensino médio, e pode ser utilizado quando estamos discutindo o trabalho com o conteúdo referente ao espaço urbano. É um filme que pode incitar o debate em sala de aula sobre a cidade, o urbano e a vida cotidiana na contemporaneidade.

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