A versátil farinha de tapioca

Popular no Nordeste brasileiro, tapioca já ganha outros estados da Federação; farinha pode ser utilizada em diversos tipos de receitas

Por Mie Francine Chiba

Publicado em 12/10/2017

Um dos pratos mais brasileiros que existem com certeza é a tapioca. Esse disquinho feito de farinha fécula de mandioca começou a conquistar o Brasil, e do Nordeste brasileiro já chegou até ao Sul do Recheado ou simplesmente consumido com manteiga, a tapioca tem sido recomendada para quem perder peso como substituto do pão.

A farinha de tapioca, quando jogada sobre uma frigideira, se torna uma massa crocante por fora e por dentro. Por ser uma goma, pode causar uma certa estranheza para os menos familiarizados com culinária nordestina, mas com certeza conquista a muitos com sua versatilidade: a massa pode ser consumida com todos os recheios que a imaginação dos amantes da cozinha pode imaginar, seja salgado.

Sabores mais populares são de leite condensado com coco, morango ou banana com leite condensado, presunto e queijo, ou apenas queijo. Quando bem fininha e crocante, a tapioca recebe outro nome e é igualmente popular do lado de cima do País: é o beiju.
Em Olinda (PE), a tapioca é tão popular que o Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda concedeu à tapioca o título de Patrimônio Imaterial e da Cidade, em 2006.

Em Olinda (PE), a tapioca é tão popular que o Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda concedeu à tapioca o título de Patrimônio Imaterial e da Cidade, em 2006.

A farinha de tapioca tem origem na goma de mandioca, preparada a partir da fécula da mandioca.De acordo com o site A Sacola Brasileira, da mandioca à farinha, são quatro etapas de processamento: primeiro, a mandioca é limpa e ralada bem fina. Depois é acrescentada água ao produto. Após ser espremida, a fécula se deposita no fundo da bacia e, ainda úmida (com cerca de 45% de umidade), origina a goma, que vai originar a farinha utilizada nas tapiocas.

Variedades

A goma também pode originar diferentes farinhas de tapioca, como a dura. Esta farinha ganha esse nome depois de passar por uma peneira e ir para o tacho, ressecando até ficar dura e com aspecto quebradiço. A farinha dura é amplamente usada na cozinha nordestina para fazer bolos, pudins e até sorvete

Da goma, pode-se originar ainda a farinha “isoporzinho”, chamada assim justamente por se parecer bolinhas de isopor. A goma bem úmida é passada em uma peneira de tecido bem grosso. Com o movimento de vaivém em círculos feito com as mãos, a goma se transforma em bolinhas, que vão um tacho em temperatura controlada e depois são postas para esfriar. Por último, a farinha é jogada um tacho com temperatura mais elevada, onde vai “pipocar”. As “pipoquinhas” de tapioca também ser incluídas em receitas de bolos e pudins ou consumidas puras sobre a polpa de açaí.

Origem

A Revista Casa e Jardim conta que desde a época do descobrimento, já havia relatos de que índios preparavam beijus a partir da farinha de tapioca no Nordeste brasileiro. O nome tapioca teria surgido tupi tipi´og, que significa coágulo.

 

Veja algumas receitas que podem ser feitas com a farinha da tapioca:

Tapioca de presunto, queijo e orégano

 

Bolo de tapioca (não vai ao forno)


 

 

 

 

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